Não penso, me lanço sem compromisso.
Vou no meu compasso
Danço, não canso a ninguém cobiço.
Tudo o que eu te peço
É por tudo que fiz e sei que mereço
Posso, e te confesso.
Você não sabe da missa um terço
Tanto choro e pranto
A vida dando na cara
Não ofereço a face nem sorriso amarelo
Dentro do meu peito uma vontade bigorna
Um desejo martelo
Tanto desencanto
A vida não te perdoa
Tendo tudo contra e nada me transtorna
Dentro do meu peito um desejo martelo
Uma vontade bigorna
Vou certo
De estar no caminho
Desperto.
MARTELO BIGORNA - LENINE
*eu posso ouvir lenine na ferreira lopes, em sp, dentro de um motohome do outro lado do mundo, na lua, em vladvostok, na casa do chapéu, em higienópolis, embaixo do chuveiro, no acre, no meio das nuvens, onde judas perdeu as botas, do outro lado do arco- íris, na conchichina, no meu esconderijo secreto, em alto mar, no capão redondo, onde o vento faz a curva, no começo ou no fim do mundo... ele sempre vai me levar para a minha cidade, menina dos olhos do mar, casa forte, recife, pernambuco. porque quando ele canta eu sinto o cheiro do capibaribe, o calor escaldante, a vista do alto do sé, o gosto da tapioca, o som das ondas...
O galego canta. E depois de 2 garrafas de vinho, meu velho, eu tô em casa.
.:.pernambuco falando para o mundo.:.
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Um comentário:
Ele mandou um beijo para você.
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