quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Quem você pensa que é para escrever um prefácio sobre Bárbara?

Eu sou Pedro Fonseca. Para Bárbara, posso ser Peu. Assim como, para mim, ela pode ser Babi. Posso ser Doda, nos dias que ela é Bebeça. Posso ser Pedrinho, na hora que preciso estacionar o carro para ela numa vaga apertada.
Posso ser amigo, posso ser cúmplice, posso ser "cumpadje", no nosso carioquês etílico. Mas sou irmão. Ponto.
Por isso, para a pergunta deste primeiro post no Blog dela, respondo: sou irmão.
O título do Blog, ao contrário do que aqueles que me conhecem podem sustentar (piada-trocadilho com a querida Cabecinha de Jesus), é mais sério. É mais honestidade e menos gracinha. Eu conheço Babita (entendam: é assim que vou chamá-la aqui). E em despeito ao que a expressão "pensar grande" desperta inicialmente, não espere megalomanias, exageros verbais ou hipérboles existenciais dessa pessoa bárbara (minúsculo mesmo, senhor Houaiss).
Babita pensa grande por dentro. No quase invisível mundo dos seus sonhos brilhantes. No escondido poço dos desejos mais simples. Nos choques entre neurônios excitados facilmente pela mínima possibilidade de um sorriso.
Babita pensa grande como poucos. Expressa isso como raros. Vive isso como quase nenhum.
Ela é um exército plantado na fronteira da felicidade. Ela é General que não generaliza. Ela comanda. Ela manda. Bem, ela manda bem. Ela pensa grande porque o mundo dela é proporcional ao que lhe cabe quando os olhos cerram.
Babita me pediu um prefácio e um nome para o seu Blog. Para ser o padrinho do espaço dela. Não, Babita. Eu prefiro ser seu escudo, seu estilingue, seu capacete protetor de sonhos. Porque eu sou seu irmão. E eu não penso que sou. Eu sou. Porque você é Bárbara (caixa alta, senhor Houaiss).

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