domingo, 23 de novembro de 2008

João

Eu sempre achei bonito essa coisa de padrinho e madrinha. Os seus pais escolhem "pais reservas", "pais suplentes" para você. Claro que isso respeita uma certa "hierarquia", não podemos esquecer os avós, tios e tias de sangue, mas enfim... Foi essa a definição que aprendi com os meus pais, eles sempre fizeram questão de frisar o quão importante eram aquelas duas figuras. Lembro sempre do meu pai dizendo: "Peça a benção à seus padrinhos!" Confesso que outrora isso me irritava um pouco e eu achava tudo aquilo uma grande bobagem.
Mas o fato é que seus padrinhos, de alguma forma, estiveram ali, do lado dos seus pais num momento lindo e mágico, que foi a sua chegada. Eles ajudam a contar a sua história, por isso são mais do que especiais. Digo isso por mim, pois sei da força do vínculo que os meus padrinhos têm na vida dos meus pais e, consequentemente, na minha.

E não importa se você não vê seus padrinhos há 5 anos, se só fala com eles uma, no máximo duas vezes por ano (aniversários), se os vê todo domingo ou se nem lembra da última visita, se ganha aquele presente extra de natal todo fim de ano ou se não tem a mais vaga lembrança do último mimo... São seus padrinhos, são conforto. E eu não falo, aqui, apenas do padrinho ou madrinha que derrama água benta na sua cabecinha dentro da igreja. Esse laço vai além, bem além. É pra vida inteira.

Aos 25 anos, eu ganhei um afilhado. O nome dele é João. Histórias com os pais dele?! Sim, tenho muitas... Se eu contar, você não acredita. Dava um livro.
E foi aos 25 anos que eu descobri, de verdade, o significado e a beleza do "amadrinhar, apadrinhar". Meus pais (como quase sempre) tinham razão. Quando Lua soube que estava grávida, me senti um pouquinho grávida também, vivi cada mês da gestação com ela, as mudanças, o medo, a beleza, a expectativa. Senti até os chutes e acrobacias de João na minha barriga. Na maternidade, dividi com Pedrinho o papel de pai... Lembro, como se fosse hoje, do nervoso e da cerveja necessária do outro lado da rua para relaxar daquela carga de adrenalina.

João, hoje, tem pouco mais de 3 meses. Tão pequeno e dono de um amor tão grande. Já é minha família. Meu afilhado. E eu encho a boca com gosto pra falar: meu afilhado!
João chegou e já me ensinou a ser essa espécie de "mãe suplente", quero estar sempre por perto e continuar aprendendo muito com ele, quero acompanhar e fazer parte de sua vida, de suas descobertas. Também quero ensinar o pouco que sei e mostrar pra ele as coisas lindas da vida... (*escolhi começar pelo vinho. vide foto em anexo.)


Japorongo, tua dinda te ama muito. E não, não precisa pedir a benção sempre... só de vez em quando.





























4 comentários:

::: para ler cantando ::: disse...

Dinda, o pai do seu afilhado ama você. Um amor absolutamente convicto, forte, perene. Um amor que faz com que eu tenha plena convicção dos laços que teremos sempre. Você é e sempre será família.

Lua Barros disse...

Afff, faz isso não, cumadre. Sério mesmo...Só tu sabe como eu tô.
Te amo. Obrigada por tudo.

Unknown disse...

Babi, sei muito bem o que é isso há 5 anos. E ainda estou esperando mais um(a) afilhado(a) da minha irmã...se vc foi escolhida pra ser madrinha, é porque você tem muito amor pra dar! Calma, Babi...amor, amor... ;)
Cadê o sururu!!!!???
Bjos e inté sexta

Mariola disse...

miga, vc as vezes dúvida que vai amar seu proprio filho tanto qnto ama esse bebê? se sim, é mais ou menos o que sinto por felipe... é louco, né?! amo vccc